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mar 07, 2018
Alimentos e bebidas

Vendas de produtos brasileiros cresce no exterior

O mercado de produtos brasileiros no exterior já foi impulsionado apenas por expatriados em busca de matar a saudade da terra natal. Hoje, porém, consumidores americanos, europeus e latino-americanos tem se interessado cada vez mais por alimentos brasileiros.

Exportações de clássicos como o pão de queijo, pamonha e água de coco explodiram nos últimos anos. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) registrou um aumento de 77% nas vendas em 2016.

De acordo com a Apex, os principais mercados são os Estados Unidos e o Canadá, onde a culinária brasileira tem se tornado cada vez mais popular. Isso é devido, em parte, ao Brazilian Day, um evento anual realizado todo 7 de setembro em várias cidades dos Estados Unidos e do mundo. Além de levar sabores tradicionais brasileiros aos estrangeiros, o festival também expõe as cores e sons da cultura brasileira.

O crescimento da popularidade tem tornado as empresas brasileiras cada vez mais ousadas. Empresas como a Forno de Minas, um dos maiores produtores de pão de queijo, têm investido cada vez mais em exportações, enviando produtos a cada vez mais países.

A empresa já manda pães de queijo ao Canadá, Portugal, Reino Unido, Uruguai, Chile e, claro, Estados Unidos, onde está presente há 12 anos. Com planos de crescer ainda mais, a Forno de Minas planeja expandir para outros países latino-americanos, como Colômbia, Argentina e México.

Na última década, o objetivo das empresas brasileiras é o de superar o chamado “mercado da saudade”, brasileiros morando no exterior em busca de sabores da terra natal.

De acordo com Igor Brandão, gerente de agronegócio da Apex, a indústria já cumpriu essa missão. “Os produtos, as receitas e os ingredientes brasileiros são valorizados lá fora,” ele disse em uma entrevista no fim do ano passado.

“Nosso foco sempre foi atender lá fora as pessoas com curiosidade pelos sabores do mundo, mas acabamos sendo muito procurados pelos expatriados. E nossas ações para estimular o mercado da saudade agora visam também a apresentar os produtos brasileiros aos não brasileiros no exterior,” ele disse ao Globo.