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mar 05, 2018
Alimentos e bebidas

Tecnologia incrementa produção de café no Espírito Santo

Com um volume até 13 milhões de sacas de café produzidas todos os anos, o Espírito Santo é o segundo maior estado cafeeiro do Brasil. Os números da produção capixaba devem aumentar ainda mais, após o desenvolvimento, pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e o Instituto Capixaba de Pesquisa Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), de duas novas tecnologias para a produção de café robusta.

A primeira dessas novidades é o desenvolvimento de uma nova variedade de plantas de café clonadas, conhecida como “Marilândia ES8143”, uma homenagem à cidade que se tornou a capital capixaba do café. Essa nova planta promete ser mais resistente ao clima seco.

Pesquisadores locais começaram a desenvolver a nova variedade de planta após observarem mudanças climáticas ao longo dos últimos anos – e a necessidade de se usar plantas mais resistentes a longos períodos de seca.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem pesquisado a produção de plantas clonadas entre o início dos anos 2010 – mas a maior parte dessas iniciativas se concentraram na produção de variedades de café arábica, enquanto os capixabas produzem a partir de café robusta. Os “clones” produzem grãos tão saborosos quanto os comuns, mas muito mais resistentes às intempéries e pragas.

Quando comparada à variedade de café robusta mais comumente utilizada (Emcapa 8141), Marilândia ES8143 aumentou a produtividade em 17% em condições normais ou clima mais seco. O potencial produtivo também está em alta de 20%, segundo o Incaper.

Além da nova variedade, a Seag e o Incaper – em parceria com a câmara legislativa local – lançaram o chamado Jardim Clonal Superadensado de Café Conilon, que vai acelerar a multiplicação dessas novas variedade de plantas de café.

O projeto surgiu como uma tentativa de melhorar as técnicas de plantio de mudas clonadas – e vai ajudar a reduzir custos, o tempo para produção e a área necessária pala o plantio.

Como o nome sugere, o jardim superadensado prevê o plantio de mais mudas em uma área menor (exatamente 31.250 plantas por hectare), uma redução no tempo para o semeio (em até um ano), e uma redução nos custos de manutenção em geral.

Mauro Rossoni Junior, diretor técnico do Incaper, acredita que essas novas tecnologias marcam uma nova era para a produção cafeeira do Espírito Santo. “Isso vai permitir que produtores rurais usem material genético mais tolerante às condições locais, garantindo resultados”, ele disse ao SF Agro. “A iniciativa também maximiza os lucros dos viveiristas na implantação de jardins clonais para multiplicar material genético de qualidade”.