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abr 18, 2018
Inovação e tecnologia

Startup brasileira quer democratizar acesso a energias renováveis

O mundo passa por uma transição energética, abandonando fontes poluentes e privilegiando fontes renováveis. Recursos como a luz do sol, o vento, a chuva e as marés podem gerar energia de forma eficiente e sustentável, reduzindo as emissões de CO2. A energia limpa está se tornando cada vez mais barata – mas em muitos países, como o Brasil, mudar o consumo de energia ainda é caro para muitas famílias.

Justamente para corrigir isso é que surgiu a Enercred, uma startup inovadora de Minas Gerais que procura aumentar o acesso a fontes renováveis de energia por meio da democratização do consumo. A Enercred oferece um serviço de assinatura, onde os consumidores podem comprar créditos e mudar a fonte de energia em casa.

A eletricidade vem de mini e micro estações de produção. O consumidor compra créditos e tem o consumo mensal descontado no saldo pelo qual ele já pagou.

No momento, a Enercred tem uma base de 23 clientes e está conduzindo um projeto piloto em Goiás. Além disso, a startup está expandindo sua estação de energia localizada em Pedralva (MG), para atender às demandas de 100 clientes. Além disso, há uma lista de espera formada por consumidores interessados pela novidade que ultrapassa os 250 nomes.

A ideia que deu surgimento à Enercred veio do CEO José Otávio. Durante um curso no Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), nos Estados Unidos, ele conheceu a Solstice – uma empresa americana de energia solar. Estações comunitárias de geração de energia barateiam o acesso à energia limpa e não exigem a instalação prévia de nenhum equipamento. José Otávio e a Enercred são pioneiros do modelo no Brasil.

A proposta da startup se tornou viável após uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para facilitar a mini e micro produção de energia solar. “Foi após essa nova regulação menos restritiva que nos pudemos explorar as possibilidades para inovar”, afirmou José Otávio à imprensa.

Os estudos para a elaboração do modelo de negócios começaram ainda nos Estados Unidos. “Uma semana após de eu aprender sobre o sistema e entender o processo de produção de energia limpa, a Aneel aprovou a nova resolução. Foi aí que vi a oportunidade para começar um negócio de sucesso”.