• Be Brasil
  • Alimentos e bebidas

abr 20, 2018
Alimentos e bebidas

Pesquisadores de São Paulo criam chocolate que reduz risco de câncer

Pesquisadores do laboratório da Universidade de São Paulo em Pirassununga desenvolveram um novo tipo de chocolate que turbina o sistema imunológico humano e pode reduzir os riscos de câncer do intestino. A criação revolucionária envolve a introdução de probióticos no chocolate, que são micro-organismos encontrados em laticínios que ajudam os humanos a se imunizarem contra agentes patógenos.

Alimentos com probióticos têm se mostrado benéficos à saúde humana, balanceando a flora intestinal e fortalecendo o sistema imunológico. A pesquisadora Marluci Palazzolli da Silva, que participou do projeto de chocolate probiótico, alerta contra exageros: “A dose recomendada é de 30 gramas – o equivalente a um tabletinho.”

Alimentos com probióticos têm ganhado popularidade no Brasil, à medida em que a população se conscientiza sobre a importância de se alimentar de forma saudável. Junto com os Estados Unidos, o Brasil domina o mercado de probióticos nas Américas. Até agora, os probiótico são comumente encontrados em laticínios, principalmente iogurte – mas também em comida para bebês e barras de cereal.

Pessoas com intolerância à lactose, porém, ficam excluídas desse mercado. E é por isso que o chocolate criado na USP em Pirassununga é sem leite.

Pela primeira vez no Brasil, um produto que não precisa ser mantido refrigerado sofreu a adição de organismos probióticos de forma bem sucedida. Durante o estudo, as amostras foram mantidas a 25 graus por 120 dias – e não perderam nenhuma de suas propriedades.

O estudo foi publicado na imprensa especializada internacional – e termina com uma avaliação sensorial da pesquisa. Voluntários provaram o novo chocolate – e depois responderam a uma pesquisa de satisfação. As amostras foram bem aceitas, e 75% dos voluntários disseram que comprariam esse chocolate sem hesitar.

“É muito bom!”, disse Carla Lourenço, uma das voluntárias. “Nós pensávamos que teria um gosto diferente, mas é muito saboroso e saudável”. 
Os pesquisadores concluíram que o chocolate meio amargo é o melhor tipo para probióticos, uma vez que, assim, nenhuma característica química ou física sofreria qualquer alteração. Além disso, a taxa de sobrevivência dos probióticos implantados no chocolate foi maior do que a observada em outros alimentos.

O time de pesquisa está aguardando financiamento para a fase de testes clínicos, e o chocolate probiótico deve chegar em breve às prateleiras brasileiras.