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dez 21, 2017
Alimentos e bebidas

ONU reconhece boas práticas do Brasil contra desperdício

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) elogiou o Brasil por suas boas práticas para diminuir o desperdício de alimentos. O bom exemplo do Brasil, segundo representantes da organização, podem servir de inspiração para os vizinhos latino americanos.

O Brasil foi reconhecido pela FAO por práticas como centrais de abastecimento (Ceasas) e bancos de alimentos, gerenciados por instituições públicas locais. De acordo com a FAO, essas medidas servem para integrar as ações de segurança alimentar e nutricional – o que significa que o Brasil faz sua parte ao diminuir a produção de resíduos sólidos e contribui com esforços ambientais.

As iniciativas brasileiras foram destacadas por Alan Bojanic, representante especial da FAO, durante um evento no Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR). O evento, organizado a partir de uma colaboração da FAO com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a ONG WWF-Brasil, teve como foco boas práticas contra o desperdício de alimentos no mundo inteiro.

Pesquisadores brasileiros se reuniram com especialistas vindos da Espanha, Dinamarca, França, Holanda e Suécia, além de representantes do varejo e da indústria nacionais. Segundo Bojanic, o Brasil foi um exemplo de como a América Latina pode se beneficiar com a criação de bancos de alimentos eficientes e de alta qualidade.

Outra ação elogiada por Bojanic foi a iniciativa da Embrapa para desenvolver embalagens capazes de proteger e aumentar a vida útil dos alimentos nas prateleiras dos supermercados. “As embalagens estão no centro da discussão”, afirmou o representante da FAO. Além do aumento da vida útil dos alimentos, a organização vê como fundamental a otimização do transporte e distribuição de alimentos.

Bojanic citou a Espanha como um exemplo de como o Brasil pode melhorar ainda mais suas ações, por meio de mais parcerias entre entidades privadas e instituições públicas.

O representante da FAO também afirmou que exemplos de outros países podem ser úteis para o Brasil no futuro, servindo como modelos a seres copiados no esforço para reduzir a produção de resíduos orgânicos.

“Não é só uma questão ética, mas também tem uma dimensão ambiental muito forte, [como] as emissões de gases de efeito estufa muito grandes dos alimentos que são desperdiçados. Tem uma questão financeira, econômica, social”, disse Bojanic durante um seminário intitulado ‘Sem Desperdício – Diálogos Brasil e União Europeia’.

O evento teve o intuito de aumentar as parcerias entre o Brasil e a União Europeia, promovendo intercâmbio de conhecimento e experiências em questões de interesse global. O potencial do Brasil em agropecuária, bem como a preocupação mundial com segurança alimentar, faz com que o evento da FAO seja ainda mais relevante, permitindo que países de várias regiões aprendam uns com os outros