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mar 29, 2018
Indústrias criativas

O Brasil no Oscar 2018

O Brasil teve dois representantes entre os indicados ao Oscar na 90ª edição Academy Awards. A cerimônia de entrega do prêmio de maior prestígio da indústria cinematográfica foi realizada no dia 4 de março em Los Angeles. O diretor Carlos Saldanha conquistou sua segunda indicação pela animação “O Touro Ferdinando”. Além dele, o produtor Rodrigo Teixeira concorreu ao Oscar de melhor filme pela produção “Me Chame Pelo Seu Nome”.

Carlos Saldanha recebeu sua primeira indicação em 2004, quando seu curta “A Aventura Perdida de Scrat” (uma história protagonizada pelo esquilo da franquia “A Era do Gelo” e co-dirigida pelo brasileiro) disputou a estatueta de melhor curta-metragem de animação. Depois de “A Era do Gelo”, Saldanha escreveu e dirigiu “Rio”, a animação sobre uma arara azul no Rio de Janeiro – cidade natal do diretor.

“O Touro Ferdinando” conta a história de um touro gentil e avesso à violência, mas que cresce em um rancho de animais usados em touradas. O pacifista Ferdinando, porém, prefere as flores e a natureza ao combate. O filme traz o lutador John Cena e a atriz Kate McKinnon como protagonistas, além de um elenco coadjuvante repleto de estrelas, como o jogador de futebol americano Peyton Manning.

O filme é baseado no livro infantil “A História de Ferdinando”, escrito por Munro Leaf e publicado em 1936. Em entrevista ao AdoroCinema, Saldanha falou da sua inspiração para o filme. “Não é uma adaptação 100% fiel, principalmente pois o livro é muito curto, com uma história bastante simples, porém com uma mensagem poderosa: não seja o que as pessoas querem que você seja. Seja feliz como você é”, explica.

Tradicionalmente, a Pixar reina sozinha na categoria de Melhor Animação no Oscar. O estúdio levou 8 estatuetas desde 2002, incluindo quatro vitórias seguidas, entre 2008 e 2011. Este ano não foi para azarões, e a Pixar ganhou de novo, desta vez com o filme “Coco”.

Na categoria melhor filme, o Brasil esteve presente com Rodrigo Teixeira, um dos produtores de “Me Chame Pelo Seu Nome”, do diretor italiano Luca Guadagnino. O filme concorreu a outros três Oscars, incluindo melhor ator (Timothée Chalament) e melhor música.

Aos 41 anos, Rodrigo Teixeira é considerado um dos nomes mais promissores do cinema – não no Brasil, mas no mundo. Com mais de 20 anos de carreira, Teixeira se destacou ao produzir filmes independentes. No Brasil, ele produziu filmes aclamados, como o “O Cheiro do Ralo”.

Para a produção de “Me Chame Pelo Seu Nome”, Teixeira trabalhou com produtores italianos e americanos. O filme conta a história do romance entre dois homens nos anos 1980. Aclamado no Festival Sundance 2017, o filme levou a estatueta de melhor roteiro adaptado.

O próximo trabalho de Teixeira, a ficção científica “Ad Astra”, será o primeiro filme do brasileiro em Hollywood. O longa vai incluir nomes como Martin Scorcese e Brad Pitt.