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jan 26, 2017
Indústrias criativas

Maria Pavan leva tricô brasileiro ao mercado global

Ter um elemento brasileiro, para Mariana Pavan, é o que faz sua empresa de roupas em tricô decolar no mercado internacional. Já presente em 25 boutiques de 15 países, Pavan traz modernidade ao tricô, incorporando temas brasileiros às estampas.

Em seus padrões, desde indígenas a temas dedicados ao Rio de Janeiro (e às Olimpíadas), Pavan mantém a “brasilidade” sutil. “Nós não estampamos araras nos vestidos,” ela brinca.

A mãe de Mariana, Maria, que dá nome à marca, começou vendendo produtos em tricô há 33 anos. Mariana, por sua vez, trabalhava no negócio da família – como designer e comercial – e sempre sonhou em exportar. Após terminar seus estudos em Relações Internacionais em Florença, na Itália, Mariana e sua irmã transformaram a empresa da família na marca delas.

 Quando Mariana sentiu que o negócio estava pronto para o mercado internacional, ela entrou em contato com a Texbrasil, um programa de promoção das exportações brasileiras de têxteis e produtos de moda.

Após visitar a marca e aprovar os produtos, a Texbrasil incluiu a Maria Pavan no Programa Cápsula – que ajudou a marca com apoio financeiro e auxílio na escolha dos designs para exportação. O programa trouxe conselhos valiosos, como fazer saias e vestidos mais longos, o que permitiu à marca a se adaptar mais aos anseios do público internacional.

Mariana Pavan criou uma coleção especialmente desenhada para a exportação com essas alterações em mente. Ela ainda incluiu algumas peças clássicas, que representam a marca.

Com a ajuda da Texbrasil, Pavan participou do seu primeiro festival internacional, em Paris. As roupas em tricô brasileiro foram um sucesso, colocando Pavan em contato com compradores do mundo inteiro.

Hoje, seus produtos estão presentes em Londres, Nova York, Emirados Árabes Unidos, e em vários países asiáticos. Alterações são realizadas para agradar a cada comprador – como mangas e saias longas para o Oriente Médio, ou looks mais ousados para boutiques londrinas.

Quando concedeu uma entrevista do BeBrasil, Mariana Pavan tinha acabado de se mudar para Amsterdã, de onde ela pretende expandir as exportações da marca, mantendo o negócio forte no Brasil.

“Nossa estratégia é manter um equilíbrio entre negócios no Brasil e no exterior”, ela diz. Pavan quer ser competitiva dentro e fora do país de origem.