• Be Brasil
  • Inovação e tecnologia

mar 01, 2018
Inovação e tecnologia

Mapeamento intensivo vai beneficiar agronegócio brasileiro

O Brasil lançou em dezembro o maior empreendimento técnico-científico para mapear o solo nacional – um projeto que deve alavancar o já dinâmico setor agropecuário. O Programa Nacional de Solos do Brasil (Pronasolos) foi lançado no dia 5 de dezembro de 2017, o Dia Mundial do Solo. Vinte instituições nacionais, entre universidades e agências de geografia, assinaram um protocolo de intenções para investigar, documentar, coletar e interpretar dados do solo brasileiro, com o objetivo de conservação e gerenciamento.

O projeto vai durar 30 anos e será a maior pesquisa do tipo já feita no Brasil.

Os dados obtidos pelo Pronasolos vão beneficiar diversos setores, desde o controle de recursos hídricos a iniciativas contra o aquecimento global. Mas o principal beneficiário deve ser mesmo o agronegócio. Com uma melhor noção das características e qualidades dos solos, a indústria agrícola poderá usar terras de forma mais inteligente e desenvolver sistemas plantio mais sustentáveis, preservando a segurança alimentar e a agricultura responsável.

José Carlos Polidoro, um dos coordenadores do Pronasolos e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), afirma que o projeto trará enorme retorno financeiro ao país. “Nós precisamos cuidar do solo de forma estratégica,” ele disse.

“No Brasil, a literatura sugere que o retorno sobre investimento pode vir em escalas de até 1:50,000,” ele afirma. Ou seja, para cada real investido no Pronasolos, o país pode gerar 185 reais de retorno.

Além da Embrapa, o Pronasolos envolve a Agência Espacial Brasileira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e universidades federais de Goiás, Rio Grande do Sul, Amazônia e Rio de Janeiro.