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mai 08, 2018
Inovação e tecnologia

Estudante brasileiro cria “Netflix local” com conteúdo livre e colaborativo

A Libreflix, uma plataforma brasileira (e gratuita) de streaming, está revolucionando a forma com que o obras cinematográficas e produções televisivas independentes são consumidas. A plataforma funciona de forma colaborativa – qualquer produtor de conteúdo pode fazer o upload da sua obra – desde que era não fira nenhuma lei de propriedade intelectual. 

A ideia foi desenvolvida por Guilmour Rossi, um engenheiro da computação e estudante de TI na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba. “O projeto segue a filosofia do software livre”, explica Rossi. “Eu criei a Libreflix usando ferramentas criadas por outros no passado – por isso, posso dizer que a plataforma foi uma criação coletiva”. 

Hoje, a Libreflix conta com uma vasta gama de títulos, de longas-metragens a curtas, documentários e séries. Entre os títulos mais populares estão o clássico “Metropolis” (1927), do alemão Fritz Lang, e a série “3%”, produzida pela Netflix.

Apesar de não exibir cadastro dos usuários, mais de 12.000 pessoas optaram por tornar-se membros ao longo dos primeiros seis meses de operação. “O número de usuários únicos que acessaram a plataforma passa dos 200.000 – e cerca de 40% deles retornam. “Nossa tarefa é estabelecer uma relação mais próxima com as pessoas usando o software para que elas retornem sempre – procurando novos títulos”.
A Libreflix, porém, não é a única iniciativa brasileira em serviços de streaming. 

A Spcine Play, por exemplo, foi inaugurada no fim do ano passado e ainda está em fase de testes. Apoiada pela prefeitura de São Paulo, pelo laboratório de inovação Hacklab e pela O2 Filmes, ele traz dez títulos até agora – incluindo o aclamado “O Menino e o Mundo”, da premiada Anna Muylaert e Alê Abreu, que concorreu ao Oscar de melhor animação em 2016. Cada filme custa 3,90 reais para fazer o streaming.
O serviço atraiu quase 2.000 assinantes em seus primeiros dois meses.

Após a primeira fase de testes, a Spcine Play pretende aumentar o catálogo. “Estamos trabalhando com filmes recentes, lançados nos últimos cinco anos, mas filmes históricos produzidos no Brasil também estão em nosso radar”, afirma o gerente de operações Thiago Taboada.