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out 20, 2017
Alimentos e bebidas

Conheça a Be Green, a primeira fazenda urbana da América Latina

Um dos maiores obstáculos da cadeia de produção de alimentos é a distância entre produtores e consumidores. Isso leva a custos de transporte, sem falar da poluição causada por caminhões carregando alimentos. Uma empresa de Belo Horizonte, porém, se dedica a enfrentar esse problema. A Be Green criou a primeira fazenda urbana da América Latina.

Desde maio, a Be Green tem funcionado no terreno de um shopping, e se tornou rapidamente o fornecedor de hortifrúti dos restaurantes do local. A empresa também opera um pequeno mercado de orgânicos, atraindo 1.500 pessoas em dias de semana. Nos fins de semana, a Be Green atrai cerca de 3.500 nos sábados e domingos.

Por trás da iniciativa estão dois jovens brasileiros. Giuliano Bitencourt, 26, e Pedro Graziano, 29, pensaram no conceito em 2016. A Be Green começou a ganhar depois que Bitencourt, que trabalhava numa incubadora do governo mineiro, participou de um MIT Media Lab, nos Estados Unidos. Foi quando ele conheceu o conceito de fazendas urbanas – e teve uma ideia.

“Eu adoro cozinhar e acredito que seja importante falar sobre a traçabilidade dos alimentos. Comer alimentos saudáveis e sem agrotóxicos não deveria ser um privilégio, mas um direito básico”, ele falou ao BeBrasil.

Apesar de o projeto ser audacioso, a dupla conseguiu coloca-lo em prática muito antes do esperado. O plano era operar uma fazenda normal durante alguns anos, estudar o mercado e só então começar com as fazendas urbanas. “Estávamos em um mercado de orgânicos, quando conhecemos o gerente do Shopping Boulevard, que adorou nossa ideia. Em alguns meses, tínhamos vendido a fazenda e estávamos pensando na fazenda urbana”, explica Bitencourt.

Além do mercado de orgânicos, a Be Green vende kits para que os clientes possam plantar hortaliças em casa. “Queremos oferecer uma experiência de vida saudável e impactar pelo menos 5 milhões de pessoas até 2019”, diz o co-fundador da Be Green. Como? “Nós já recebemos alunos de escolas públicas toda semana. As crianças saem mais inclinadas a terem uma consciência ambiental, e estimular esse conceito em casa”. Para Bitencourt, o brasileiro tem dado cada vez mais importância à qualidade dos alimentos.

Mas a Be Green também investe em eficiência. A empresa investiu em processos otimizados e, de acordo com os donos, atinge níveis de produtividade 28 vezes maiores que as fazendas normais. E o preço é similar ao que você pagaria em um supermercado.

Desde o começo, a Be Green atingiu o ponto de equilíbrio, e vai expandir as atividades para São Paulo e Rio de Janeiro. “Queremos levar a mudança para quantos locais forem possíveis”, diz Bitencourt.