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fev 15, 2017
Inovação e tecnologia

Brasileiros transformam condomínio usando economia criativa

À primeira vista, o Condomínio New Age, em Curitiba, é um condomínio normal. Com mais de 1.500 moradores, o complexo imobiliário é quase um universo em si. Mas, apesar de viverem tão próximos, os moradores não se conheciam. Ou seja, era fora de questão que pudessem dividir produtos e colaborar um com o outro.

Isso mudou em 2013, quando um grupo de e-mails – que posteriormente virou uma página no Facebook – transformou o condomínio num polo de economia criativa. O chamado “New Age Business” começou como uma plataforma para pequenos anúncios de roupas, instrumentos musicais, móveis. Ou seja, coisas que perderam a utilidade para os donos.

A plataforma evoluiu quando moradores começaram a anunciar serviços, como cursos de línguas, aulas de música – até refeições prontas. Hoje, a página tem mais de 800 membros, quase metade do universo de condôminos. Graças à página, os moradores levaram a cabo a construção de um espaço multiuso no condomínio.

A ideia viralizou. Um condomínio vizinho também lançou uma página Facebook dedicada à iniciativas de economia colaborativa. Hoje, 500 dos 900 moradores fazem parte da plataforma. Membros podem acertar serviços como lavagem de carros, babysitting, aluguel de vagas etc.

Há, porém, algumas regras. Os moradores não podem transformar o próprio apartamento em espaços comerciais. E os serviços devem ser prestados entre moradores do mesmo condomínio.

Além disso, os valores praticados devem estar abaixo do preço de mercado. Dessa forma, comprador e vendedor saem ganhando. Até porque tratar com vizinhos garante segurança a ambas as partes.

Mas o ponto principal de tudo isso é que essas iniciativas aproximam vizinhos que não teriam se conhecido. Segurança e boa vizinhança, para esses condôminos, são sinônimos de bons negócios.