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fev 21, 2018
Indústrias criativas

Brasil tem semana de moda sustentável

O crescimento constante da indústria da moda brasileira tem estimulado, também, a demanda por métodos de produção e consumo mais sustentáveis. De olho nessa tendência, dois empreendedores brasileiros – que fazem parte do movimento Fashion Revolution – criaram o primeiro evento dedicado apenas à moda sustentável. O Brasil Eco Fashion teve sua primeira edição entre 22 e 24 de novembro em São Paulo.

Ao longo de três dias, 30 eventos foram realizados, entre palestras, mesas redondas, exposições e workshops. O acesso foi integralmente gratuito. A edição inaugural do Brasil Eco Fashion Week foi um grande sucesso, fomentando consciência a respeito dos benefícios e possibilidades da moda sustentável.

O showroom do evento tinha 40 marcas de roupas e acessórios, dando aos visitantes ávidos por informações sobre métodos de produção e materiais sustentáveis a oportunidade de conversar diretamente com os estilistas e criadores.

No último dia do evento, 13 marcas participaram do Eco Fashion Week Show, desfilando peças inovadoras produzidas de forma sustentável e por meio de processos ambientalmente responsáveis. A lista dos participantes inclui Comas, Jouer Couture, Envido, Aurora e Francesca Cordova.

Alguns dos conceitos mais discutidos na primeira Brasil Eco Fashion Week foram o slow fashion e o upcycling. Slow fashion é um movimento que pretende diminuir a velocidade da produção e consumo de produtos de moda, valorizando a qualidade e a responsabilidade ambiental como alternativa ao “fast fashion”, que é baseado em peças baratas e de pouca qualidade.

O upcycling é um conceito que não se limita à moda, baseado na reutilização de produtos descartados. No mundo da moda, significa o reaproveitamento de roupas velhas e materiais descartados para produzir novas peças.

Em uma entrevista à Elle Magazine, Fernanda Simon, uma das criadoras do Brasil Eco Fashion explicou que a demanda por uma indústria da moda mais sustentável sempre existiu no Brasil. “Muita gente me procura para descobrir marcas preocupadas com os conceitos de sustentabilidade”, ela afirma. “Nós pensamos em fazer um desfile, mas a coisa cresceu e se tornou um evento inteiro, envolvendo a apresentação dessas marcas, um espaço para que as pessoas possam comprar peças, além de workshops e palestras para conscientizar o consumidor”.

“Nós queremos provar que, de fato, a moda pode ser boa e justa ao mesmo tempo”, diz Simon.