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dez 12, 2017

Brasil se torna o centro da indústria de games latino americana

Entre 11 e 15 de outubro, o São Paulo Expo Center Norte foi palco do maior evento de games da América Latina. Muito antecipado pela comunidade gamer, o Brasil Game Show uniu algumas das maiores empresas, jogadores, criadores e apreciadores de jogos para uma festa de cinco dias.

O evento mostrou para o mundo o potencial do Brasil para se firmar como um dos principais mercados mundiais de games independentes. O ponto alto da feira foi o lançamento do jogo Black Iris, pela Hexa Game Studio, uma empresa de São Paulo. Desenvolvido por apenas cinco pessoas, o jogo conta a história de uma garota lutando para recuperar a memória em um mundo dominado por monstros e criaturas temíveis. Black Iris chega ao mercado em 2018, inicialmente apenas para PS4.

“O Brasil é capaz de produzir conteúdo de altíssima qualidade, e não falo só de games em 2D ou vintage”, disse Abraham Kim, da Hexa, um dos criadores do Black Iris. O estúdio independente, criado em 2016, pretende revolucionar o mercado brasileiro.

Realidade virtual (VR, na sigla em inglês) foi outra presença marcante no Brasil Game Show, ocupando espaço nos estandes da PlayStation, Lojas Americanas, Point Atitude e Piticas. Os frequentadores da feira puderam testar os jogos propostos pelas quatro grandes empresas, que priorizaram experiências em 360 graus. Na Piticas e na PlayStation, isso foi possível em espaços abertos, enquanto as Lojas Americanas disponibilizaram uma cabine.

Outra atração que agradou foi o lançamento do jogo Skydome, a última criação do estúdio KinShip. Divididos em dois times, os jogadores devem trabalhar em equipe para vencer os adversários. O jogo propõe uma estratégia que combina, simultaneamente, ataque e defesa.

Ficou por conta da Uber uma das principais surpresas da feira. Por meio do Desafio Uber, o aplicativo convidou alguns dos maiores YouTubers do país para desafiar gamers profissionais em uma batalha de Street Fighter.

Outra tendência que marcou o Brasil Game Show foi a presença de games educacionais, em resposta às críticas de que games podem estimular um comportamento violento em jovens e crianças. O evento trouxe games interativos, que permitem ao usuário visitar diferentes culturas – em diferentes momentos históricos –, com atenção especial para os períodos Maia e Asteca.

Fora do circuito das cabines de jogos, a Saraiva trouxe uma seção destinada a jogos e livros, além de produtos relacionados a franquias dos videogames. No espaço da Piticas, os visitantes receberam gratuitamente uma caricatura deles próprios feita na hora, além de desfrutar de um espaço apenas com games retrô.