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fev 08, 2018
Inovação e tecnologia

Brasil lidera pesquisas para desenvolver plásticos sustentáveis

Pesquisas para desenvolver e distribuir soluções sustentáveis para a produção de plástico ganharam destaque no século 21. Ao redor do mundo, centenas de milhões de toneladas de plásticos convencionais são produzidas todos os anos, liberando combustíveis fósseis e poluindo os oceanos. A demanda por uma alternativa ambientalmente responsável e acessível está crescendo – e o Brasil lidera esse campo.

Durante anos, a petroquímica Braskem está desbravando o setor de plásticos sustentáveis. Agora, em parceria com a empresa americana de impressoras 3D Made in Space, a Braskem é capaz de produzir um tipo de plástico que não agride o meio-ambiente – e levou o produto à Estação Espacial Internacional (ISS).

Esse produto é parte do projeto “Imprimindo o Futuro”, da Braskem, que visa substituir os materiais usados na ISS por alternativas que não são produzidas com uso de combustíveis fósseis – levando à estação mais eficiência, economia e sustentabilidade.

A Braskem e a Made in Space adotaram a tecnologia Green Plastic, um material de impressão em três dimensões feito a partir de resina de cana de açúcar, para imprimir objetos a serem usados pelos astronautas da ISS. Antes disso, a estação dependia de um sistema de produção demorado e caro, que dependia do desenvolvimento e elaboração dos produtos na Terra, antes de serem enviados ao espaço. Agora, o processo é muito mais eficiente.

“Nós diminuímos o número de peças a serem enviadas. O bom da impressão em 3D é que você pode enviar um email e imprimir a peça na própria ISS. Reduzimos tempo e custos”, explicou Everton Simões Van-Dal, engenheiro tecnológico da Braskem, durante o Wired Festival no Rio de Janeiro, em novembro.

Esse é um importante passo para tornar missões espaciais mais ambientalmente responsáveis.

Mas a Braskem não é a única empresa brasileira a investir na produção de plásticos sustentáveis. Um time de pesquisadores brasileiros desenvolveram um tipo de plástico biodegradável a partir de caroços de manga. O Brasil é líder na produção da fruta, colhendo mais de 1 milhão de toneladas todos os anos. O problema é que 60% do peso (casca e caroço) vai para o lixo.

Desde 2014, 30 pesquisadores de 4 universidades diferentes procuravam uma forma de reutilizar esse material orgânico, e encontraram a solução ao misturar dois biopolímeros ao caroço – cujo resultado é um tipo de plástico ambientalmente responsável. “Essa pesquisa abre uma série de possibilidades, para a medicina e para as indústrias de alimentos e lazer”, afirmou à imprensa Rossana Thiré, uma das pesquisadoras envolvidas com o projeto.