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fev 20, 2017
Inovação e tecnologia

Brasil lidera América Latina em economia criativa

O Brasil é, de longe, o maior berço da América Latina de startups que apostam em economia criativa. Iniciativas da chamada “economia colaborativa” conectam pessoas por meio da internet ou aplicativos para facilitar a troca de serviços ou produtos, fomentando inovação, sustentabilidade e empreendedorismo.

32% de todas as iniciativas em economia criativa da América Latina vêm do Brasil. Mais que o dobro da Argentina e México – empatados em segundo lugar, com 13% cada. O Peru tem 11% das startups em economia criativa.

Apesar da atual crise econômica, o Brasil segue sendo a maior e mais vibrante economia da América Latina. Milhares de brasileiros têm usado a economia criativa para ganhar mais dinheiro.

Além de ser um mercado prioritário para gigantes de tecnologia, o Brasil é um celeiro de inovação. Brasileiros têm criado apps para dividir e facilitar tudo, de cuidados com pets a vagas de estacionamento e cursos de língua.

Esses números estão contidos no relatório “Economia Colaborativa na América Latina”, apresentado pela Casa América de Madri. O relatório é uma colaboração entre a IE Business School, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Ministério da Economia e Competitividade da Espanha.

Economia colaborativa é um conceito ainda recente. A maioria das 107 startups analisadas no estudo foram criadas nos últimos cinco anos. O setor com mais iniciativas é o de serviços (26%), transportes (24%) e imobiliário (19%). Dentre os objetivos buscados pelos fundadores, destacam-se “criar novas formas de economia” (69%), “melhorar a qualidade de vida” (63%), e “impulsionar a economia local” (50%).

Quase dois terços das iniciativas em economia colaborativa tem menos de 10 empregados registrados, enquanto somente 7% tinham acima de 100 funcionários. 79% dos entrevistados concordam que o mercado tende a se expandir rapidamente.

O interessante é que a tecnologia é a menor das preocupações para esses empreendedores. Na verdade, eles afirmar que os desafios devem-se mais à falta de familiaridade dos consumidores com o conceito de economia colaborativa, além de financiamento. Desafios como esses são comuns a novos fenômenos econômicos. Com o tempo, os consumidores vão ganhar confiança nessa nova forma de mexer a economia.