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abr 12, 2018
Inovação e tecnologia

Brasil ingressa na Agência Internacional de Energia Renovável

O governo brasileiro iniciou o processo de adesão à Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), uma instituição intergovernamental sediada nos Emirados Árabes Unidos que apoia o uso sustentável de fontes renováveis de energia. O ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, anunciou o processo na 8ª Assembleia Geral da IRENA, em Abu Dhabi.

A IRENA atualmente conta com 154 membros – 153 países mais a União Europeia. Além disso, 27 nações (incluindo o Brasil) estão no processo para se tornarem membros integrais. Inicialmente focada em energia solar e eólica em países em desenvolvimento, a organização expandiu sua atenção para abarcar energia hidrelétrica e biocombustíveis como parte do objetivo de se tornar uma força condutora da transição energética global.
“Energias renováveis não ajudam apenas a demanda brasileira”, afirma Adnan Z. Amin, diretor-geral da IRENA. “Também trará oportunidades de crescimento e emprego em países desenvolvidos”.

Amin comenta que o Brasil é pioneiro no setor de bioenergia, comentando que o país é um dos líderes da América Latina para energia eólica e hidroelétrica – e que o Brasil pode ser peça-chave na transformação energética global.

De fato, 76% da energia usada no Brasil hoje tem fontes “limpas”, de acordo com os últimos dados da IRENA. Hidrelétricas lideram a produção, com 97,6 gigawatts. Enquanto isso, o setor eólico tem crescido rapidamente. A produção do setor está hoje em torno de 11 GW, mas pode atingir 24 GW até 2024, o que faz do Brasil o quinto mercado eólico que cresce mais rápido no mundo.

Além disso, a IRENA deve contribuir para a Plataforma para o Biofuturo, uma iniciativa liderada pelo Brasil para acelerar o avanço do uso de biocombustíveis em diversos setores. A plataforma foi lançada em 2016 e, como membro-fundador, o Brasil ocupa a posição de facilitador.

Em novembro, o Brasil se associou à Agência Internacional de Energia (IEA), se comprometendo a atuar em questões críticas como a segurança energética, soluções para políticas energéticas e monitoramento de dados e estatísticas. À época, o ministro Fernando Coelho Filho disse que o Brasil “dá mais um importante passo rumo ao centro do debate global em políticas-chave como energias renováveis, eficiência energética, uso racional de combustíveis fosseis e segurança energética”.