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mai 21, 2018
Inovação e tecnologia

Brasil firma parceria internacional para conservar biomas

O governo brasileiro está unindo forças com o governo do Reino Unido para implementar um vasto projeto de sustentabilidade. A ideia é treinar produtores locais para promover a preservação dos principais biomas brasileiros. O projeto é organizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento – e apoiado pelos ministérios do Meio-Ambiente e Agricultura, além do departamento britânico para Meio-Ambiente e Agropecuária.
O Projeto Rural Sustentável foi inicialmente lançado em 2015, mas entra agora em sua segunda fase, com o anúncio de mais 30 milhões de libras em investimentos.

O objetivo do projeto é encorajar o uso de agrotechs (startups de agropecuária) na promoção “do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) em larga escala”. O projeto poderá, segundo previsões, reduzir as emissões de carbono em até 10,7 milhões de toneladas nos próximos 20 anos.
O primeiro estágio do projeto envolveu o treinamento de 10 mil produtores localizados na Amazônia e na Mata Atlântica, ajudando-o a implementar as tecnologias de redução de emissões capitaneadas pelo ABC. Mais de 300 unidades de demonstração foram acionadas, para mostrar aos agricultores os efeitos positivos da agropecuária de baixo carbono.

Com o novo investimento, o projeto continua seus esforços para garantir a preservação da Amazônia e da Mata Atlântica – além de expandir a iniciativa para o cerrado e caatinga. O primeiro, além de cobrir mais de 20% do território nacional, é responsável por 70% da pecuária brasileira. 
A caatinga, por sua vez, é uma região muito castigada pela seca, em função do baixo volume de chuvas e do solo pobre. Cerca de 10% do território brasileiro é coberto pela caatinga, que passa pelos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.
O projeto Rural Sustentável apoia quatro tecnologias de baixo carbono, passando-as aos produtores de cada região. Uma delas é a Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF), uma estratégia que promove a diversificação do uso do solo, para evitar o seu empobrecimento.

Outras tecnologias incluem a recuperação de áreas devastadas, por meio do plantio de pasto e reflorestamento. O projeto ainda estimula a criação de “florestas comerciais”, que são áreas de floresta para destinação econômica. Isso reduz a pressão sobre matas nativas, além de suprir diversas indústrias com materiais básicos.