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jan 11, 2017
Alimentos e bebidas

Brasil expande mercado do agronegócio para 17 novos países

A partir de uma série de acordos internacionais, o agronegócio brasileiro vai aumentar seu alcance no mundo. O Ministério da Agricultura concluiu negociações em dezembro, adicionando 8,3 bilhões de dólares anualmente à balança comercial brasileira. Os acordos fazem parte do esforço do Ministério para aumentar a participação do país no agronegócio mundial – mais de 1 trilhão de dólares por ano. O projeto prevê que o Brasil responda por 10% dos alimentos comercializados no mundo em até cinco anos. Hoje, essa participação é de 6,9%.

 

Até novembro, as exportações de produtos agrícolas somaram 66,7 bilhões de dólares, sendo que 71% correspondem a soja, açúcar, carne e café. Em 2016, o Brasil inclui pela primeira vez exportação de carne para os Estados Unidos e Japão, frango para a Coreia do Sul, e suínos para o Vietnã – entre outras novidades. Além disso, o Ministério da Agricultura fechou acordos com a União Europeia, México, Índia e Canadá.

 

O Brasil também conquistou uma vitória no plano da propriedade intelectual, ganhando os direitos sobre o nome “cachaça” como uma especialidade de origem controlada – aumentando o valor internacional do produto.

 

Em 2010, o Brasil ultrapassou o Canadá como o terceiro maior exportador de produtos agropecuários – atrás apenas da União Europeia e Estados Unidos, de acordo com números da Organização Mundial de Comércio. Projeções apontam que o Brasil vai produzir 44% da carne consumida no mundo em 2020.

 

Entre 2000 e 2008, as exportações do setor aumentaram em uma média de 18% ao ano – mais que a taxa de crescimento no Canadá (6,3%), EUA (8,4%) e EU (11,4%). As exportações de soja triplicaram nos últimos anos, atingindo 17 bilhões de dólares em 2009 (contra 4 bilhões em 2000). Além disso, as exportações de carne subiram de 813 milhões de dólares para 4 bilhões de dólares no mesmo período. O crescimento de produtos aviários subiram ainda mais: de 735 milhões para 5,8 bilhões de dólares.

 

Para produtos mais tradicionais, como café, açúcar e suco de laranja, o Brasil é líder mundial em exportações. O Brasil é o maior produtor de café desde o início dos anos 1960. Além disso, o Brasil responde por 80% do consumo de suco de laranja no mundo.

 

Esse crescimento vigoroso é fruto dos recursos naturais brasileiros, a grande diversidade de produtos, alta produtividade e aumento da demanda de países asiáticos. Sozinha, a China responde por 27% das exportações agrícolas brasileiras. As maiores importações chinesas são: soja, madeira e couro. A Ásia responde por 44% das exportações vindas do Brasil, mais que a UE.


O Brasil continua sendo o único grande território de cultivo em região tropical. Graças às condições favoráveis, fazendeiros podem plantar logo após a colheita de soja – o que garante duas colheitas ao ano.