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abr 05, 2017
Indústrias criativas

Brasil expande intercâmbio cultural com a China

Em fevereiro, o Ministro da Cultura, Roberto Freire, sentou com o Ministro da Cultura chinês para discutir a expansão do intercâmbio entre os dois gigantes, em termos de cinema, literatura – além de aumentar os diálogos entre bibliotecas, arquivos e museus.

Os ministros destacaram as possibilidades de troca por meio do cinema. O renomado diretor, roteirista e escritor brasileiro João Batista de Andrade enfatizou a importância do Ministério da Cultura na expansão do intercâmbio cultural internacional do país.

“A TV e o cinema brasileiros se tornaram atraentes, o que nos abre mais oportunidades de parcerias para vencer barreiras e entrar em novos mercados. Nós temos os requisitos básicos para um acordo: necessidade e competência”, disse Andrade, que atua como secretário-executivo do Ministério.

O vice-ministro da Cultura, Yan Zhijin, concordou com um possível intercâmbio de obras audiovisuais entre os dois países. “Os chineses adoram as novelas brasileiras. A China tem o maior público do mundo, e a indústria do cinema está crescendo rapidamente”, explicou Yan.

Além disso, o membro do governo chinês enfatizou a importância de expandir a cooperação bilateral para traduzir o conteúdo produzido em ambos os países. Andrade assegurou que o Instituto Brasileiro de Museus e a Fundação Biblioteca Nacional, ambos ligados ao Ministério da Cultura, participariam desses esforços.

Também esteve na pauta a Bienal de Arte de Curitiba, que vai homenagear a China como principal país parceiro este ano. A Bienal foi lançada em setembro e dura até o dia 25 de fevereiro do ano que vem, no Museu Oscar Niemeyer.

“Nós sabemos da importância da bienal e estamos honrados de participar desse evento”, afirmou Yan.

O ministro da Cultura, Roberto Freire, salientou que a reunião foi apenas a primeira de uma série, que vai consolidar uma parceria cultural entre os dois gigantes emergentes. Freire confirmou ainda uma reunião que vai incluir os demais países dos BRICS – incluindo Rússia, Índia e África do Sul. O encontro será no segundo semestre, na cidade Chinesa de Tianjin.

O objetivo do encontro é estabelecer mecanismos de intercâmbio cultural entre os cinco países, incluindo a criação do Conselho Cultural dos BRICS e uma parceria internacional entre bibliotecas, museus e galerias de arte.

O Brasil ainda se prepara para receber a terceira edição do Micsul, Mercado das Indústrias Culturais do Sul, o maior evento em economia criativa da América do Sul. O Micsul, que ocorrerá em 2018, inclui uma série de setores, como música, design, mercado editorial, teatro, animação e jogos eletrônicos.