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jan 18, 2017
Inovação e tecnologia

Brasil entra para o Clube de Paris como credor internacional

 

Em dezembro, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou que o Brasil se tornou o mais novo membro do Clube de Paris – um grupo informal, porém exclusivo, de nações credoras que promovem negociações de reestruturação de dívidas. O próprio Brasil era devedor do clube até 2006, quando pagou uma dívida de 2,6 bilhões de dólares.

 

O mesmo Henrique Meirelles participou do pagamento da dívida – ele era presidente do Banco Central à época. O ministro enfatizou que, desde que pagou sua dívida há oito anos, o Brasil se tornou um credor mundial. Entrar para o Clube de Paris é uma importante etapa, que permite ao país de participar das regulações internacionais de crédito. O Brasil é o principal credor de nações africanas como Nigéria, Angola e Moçambique.

 

Com a adição do Brasil, o Clube de Paris conta 22 nações, incluindo Estados Unidos Alemanha e Japão. Países emergentes como Rússia, Índia e China se juntaram ao grupo bem antes do Brasil; a Rússia foi o segundo emergente mais recente, em 1997. A presença de nações emergentes tem uma importante influência para forçar atores como EUA e União Europeia a ceder poder em instituições financeiras internacionais, como o FMI e o Banco Mundial.

 

Desde a fundação do Clube de Paris, há 60 anos, seus membros renegociaram quase 600 bilhões de dólares em 90 países, como Myanmar, Cuba e a antiga Iugoslávia. Até hoje, foram 433 tratados de dívidas.

 

A entrada no Clube de Paris é simbólico para o Brasil. Sendo credor internacional desde 1985, o país latino-americano já era um membro efetivo, tendo participado de 65 renegociações de dívida, principalmente em países afogados em dívidas, como Costa do Marfim e a República Democrática do Congo. Há alguns anos, o Brasil tem estado presente nas reuniões do grupo.

 

O embaixador francês no Brasil, Laurence Bili, enfatizou a importância da presença brasileira – que expande a representatividade do grupo. Antes mesmo de o Brasil entrar para o seleto clube, Bili admitiu a importância de nações emergentes na promoção de intercâmbio de ideias e informaçõ