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dez 26, 2016
Inovação e tecnologia

Brasil e EUA lançam programa de segurança da informação

O mundo se tornou quase completamente dependente de tecnologia. Crimes cibernéticos representam agora uma indústria multi-bilionária – e uma das principais ameaças para o futuro. Com isso em mente, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a Fundação Nacional de Ciências dos EUA (NSF) lançaram um programa para financiar projetos em segurança da informação.

Ambas as instituições vão conceder 3 milhões de dólares – o que vai cobrir dois anos de pesquisa no campo. Inscrições para participar da seleção devem ser apresentadas até 16 de dezembro e devem pertencer a um dos seguintes campos: internet das coisas, sistemas ciber-humanos, e detecção de malwares.

Cada projeto pode receber até 600 mil dólares em financiamento – metade dada pelo Brasil, a outra metade, pelos Estados Unidos.

O ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab salienta que o programa é uma oportunidade para aumentar o intercâmbio de conhecimento entre Brasil e Estados Unidos. “Essa parceria vai contribuir para o desenvolvimento desse campo estratégico para o país”, ele diz.

Nos últimos anos, o Brasil aumentou consideravelmente os investimentos para estimular pesquisas em tecnologias digitais. Desde 2011, o país investiu aproximadamente 27 milhões de dólares em 14 projetos entre universidades brasileiras e europeias. 

Além disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia financia um programa para levar internet gratuita a áreas remotas. Chamado “Cidades Digitais”, o programa já atingiu 71 municípios em 16 estados.

O “boom” da tecnologia no Brasil

O Brasil se tornou um dos maiores centros para inovação e desenvolvimento de startup. São Paulo é a 12a melhor cidade para empreendedores, com mais de mil negócios apresentando potencial de se tornar um negócio bilionário, de acordo com a Associação Brasileira de Startups.

Tal ambiente tem atraído os maiores gigantes do Vale do Silício para o Brasil. O Google lançou um Campus para empreendedores em São Paulo, e a Microsoft lançou um fundo para financiar startups em fintech.

Além disso, o Congresso tem discutido – e aprovado – leis para diminuir a burocracia para startups, visando estimular investimentos.