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jun 05, 2018
Indústrias criativas

Brasil é destaque no Festival de Animação de Annecy

Nós estamos vivendo o que pode ser a ‘era de ouro’ do cinema nacional. Produtoras locais estão lançando mais filmes do que nunca – e o mundo tem reconhecido a qualidade dessa produção. Um dos pontos altos do cinema local tem sido o segmento de animação, onde o Brasil é, sem dúvida, um sucesso internacional. Os animadores brasileiros, assim como nossas referências musicais, serão homenageados no renomado Festival de Animação de Annecy.

Eis o que o diretor artístico do festival, Marcel Jean, tinha a dizer das animações brasileiras: “Nos últimos três anos, as animações do Brasil se destacaram no panorama de Annecy. Nós queremos mostrar como o país é um poderoso hub criativo, e mostrar que os animadores brasileiros têm conseguido se expressar de uma forma única e impressionante”.

Entre 2013 e 2015, o Brasil esteve entre os premiados do festival. Começou com “Uma História de Amor e Fúria”, que levou o prêmio de melhor filme em 2013. No ano seguinte, “O Menino e o Mundo” (que também foi nomeado para o Oscar) também ganhou na mesma categoria – além de vencer o Prêmio do Público. Em 205, o curta Guida ganhou o Prêmio Jean-Luc Xiberras para uma estreia.

Neste ano, 8 produções brasileiras figuram entre os finalistas – entre curtas, séries de TV, comerciais e um longa metragem.
O ano passado foi o melhor para a indústria de animação brasileira desde 1995. Sete longas foram lançados – e outros 25 começaram a produção. O número de séries brasileiras também pulou de 2 para 44. No Brasil, quantidade não prescinde de qualidade.

A presença brasileira em Annecy aumentou exponencialmente nos últimos anos – de uma delegação de 10 empresas há alguns anos às atuais 40 produtoras em 2018, um recorde. Todas as participantes são parceiras da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Mas não é apenas em Annecy que o cinema brasileiro tem sido reconhecido. O diretor Carlos Saldanha foi indicado a um Oscar em 2018 pelo longa “O touro Ferdinando” – dois anos depois de “O Menino e o Mundo” ter concorrido na mesma categoria. No festival de Cannes deste ano, o filme “A Órfã”, de Carolina Markovicz, levou a Palma Queer – um prêmio para filmes sobre temáticas LGBT.

O Brasil também é destaque no DOCTV CPLP, um festival de documentários para países de língua portuguesa. Um total de 192 produções foram inscritas – 38% a mais que em 2017.

Além disso, o Brasil tem levado séries para canais internacionais, como Cartoon Network e Discovery Kids. Alguns títulos, como “Show da Luna” e “Peixonauta”, já foram vendidas para mais de 150 países.

Esse reconhecimento é resultado de anos de investimentos públicos e privados. Em maio de 2018, o Ministério da Cultura anunciou 705 milhões de reais em investimentos na indústria audiovisual. No total, investimentos chegam a 1,3 bilhão de reais.

Este ano, a Apex-Brasil bateu um novo recorde ao levar 77 empresas ao Festival South by Southwest, um dos maiores eventos de inovação e economia criativa do mundo. Esse esforço resultou em 1.654 novos contratos, somando quase 116 milhões de dólares. A presença brasileira foi marcada pelo Be Brasil Lounge, que trouxe obras do artista Kobra, além do tradicional churrasco brasileiro. O Brasil também promoveu uma série de conversas entre empresários e influenciadores digitais brasileiros e estrangeiros.