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abr 03, 2018
Inovação e tecnologia

Bons ventos aceleram mercado brasileiro de energia renovável

A localização geográfica do Brasil coloca o país em uma posição privilegiada para liderar o mundo na transição em direção a uma matriz energética mais limpa. Com excelentes níveis de irradiação solar, além de ventos constantes e unidirecionais, o Brasil aumentou a participação de fontes limpas na matriz energética nacional. Em agosto de 2017, a energia eólica representava pouco mais de 10% do total produzido no país, de acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). 


No nordeste, esse porcentual chega a 64%. E ainda há potencial de crescimento.
De acordo com dados de produtores, usinas eólicas tem um “fator de capacidade” de 50%, comparado a 30% de usinas europeias. O fator de capacidade é a relação entre a produção efetiva da usina e a capacidade total máxima durante um período determinado. Estados do nordeste como Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia lideram o índice.
“O futuro do Brasil está nas energias renováveis. Essa é a nossa força”, afirma Paulo Pedrosa, Secretário Executivo do Ministério de Minas e Energia, durante a Confederação Nacional para Produção e Distribuição de Energia. O governo brasileiro não está sozinho nesse diagnóstico. Empresas de todo o mundo têm buscado investir no país.


A francesa EDF, por exemplo, pretende injetar 6 bilhões de reais em usinas de Minas Gerais e Bahia nos próximos anos. O grupo EM, holding dona da EDF, declarou o Brasil como um dos 8 principais mercados do mundo.


Os franceses, porém, não são os únicos a investir pesado no Brasil. Em outubro, o Banco do Nordeste anunciou planos de investir em um fundo para projetos de energia renovável na Bahia, Ceará e Piauí. Essas iniciativas podem somar 1,3 bilhão de reais.
Além disso, o governo do Maranhão já começou a construir um complexo de energia eólica. Impulsionado pela Ômega Energia, que investiu 1,5 bilhão de reais, o complexo é localizado entre os municípios de Barreirinhas e Paulino Neves – e deve ser o primeiro de uma série de projetos similares.


A energia solar também tem ganhado proeminência. De acordo com a Agência Brasileira de Energia Elétrica (Aneel), casas e empresas têm investido na produção de microssistemas de produção, graças a uma mudança na legislação permitindo a geração em pequena escala. Em 2024, diz a Aneel, o Brasil deve ter 1,2 milhão de pequenos produtores de energia solar. Em 2030, essa fonte deve representar 10% da matriz nacional.
Não é um exagero dizer que o Brasil está no caminho para liderar o mundo em energia limpa.